"Decidiram não ficar" e por isso os escritórios vão ser "encerrados", disse na sua intervenção. "Não vão escolher mais ninguém para continuar" a representação em Lisboa.

A informação é curta, mas dá pano para mangas: "não há melhor maneira, simbolicamente, de perceber o que mudou".  "Já fomos um país sob assistência, outros criaram o problema, os portugueses superaram-no, há condições para crescermos, não voltará connosco nenhum FMI a Portugal. Eu acho que isto quer dizer que fizemos todos o que devíamos, agora é irmos todos pôr a cruzinha na coligação".

Portas reforçou que este deve ser também um exemplo a dar aos indecisos:

"Aos que ainda tiveram alguma dúvida, devemos sempre, com sentido de missão cumprida, lembrar isto: houve quem trouxesse o FMI com bilhete de vinda, foram os portugueses que resolveram a bancarrota e superaram, e houve quem dissesse ao FMI ‘aqui tem o bilhete de ida'".

Sem "volta", garante Portas, que pediu aos indecisos para não se prenderem a detalhes porque "não interessa a “esquerda” ou a “direita”, interessa ir “em frente”".