O ministro Poiares Maduro compreende a frustração e a zanga dos pensionistas, mas alerta que o montante das contribuições ao longo da vida não corresponde ao que o Estado tem de pagar. Já no dossier RTP, Maduro sublinha que o fim da tutela do Estado sobre o serviço público de televisão trará independência ao canal público.

«Eu compreendo a frustração até às vezes o facto de as pessoas sentirem zangadas com o governo, as pessoas que têm reduções das suas pensões e sobretudo no caso das pensões, eu compreendo que é particularmente difícil para as pessoas», disse o ministro.

Poiares Maduro explicou mesmo que as pensões foram «convencidas» de uma ideia errada. «Durante décadas as pessoas que recebem pensões foram convencidas que tinham um determinado montante garantido, mais, que esse montante era aquilo que correspondia ao que tinham contribuído ao longo da vida. Aquilo que é o montante de contribuições que foram feitos para o sistema de pensões não corresponde às pensões que nós temos que pagar e se nós continuarmos com o sistema de pensões como temos ele é totalmente insustentável», afirmou.

A consequência virá para as gerações futuras. «[Este sistema] não vai permitir que as gerações futuras tenham acesso a pensões minimamente decentes», disse o ministro na TVI24.

Sobre a RTP, o ministro lembrou que o novo conselho «não depende do governo, não respondem perante o governo. Os seus mandatos são inamovíveis, não podem ser retirados pelo governo, uma vez indigitados, e não são renováveis», explicou.