«Os dados hoje tornados públicos quer pelo Banco de Portugal quer pelo INE trazem genericamente boas notícias para os portugueses. Significam que a economia este ano vai crescer em linha com o que o Governo previa e batem certo com as previsões do governo para o próximo ano», declarou o deputado social-democrata.

Segundo o Boletim Económico hoje divulgado, o Banco de Portugal (BdP) continua a estimar que a economia portuguesa cresça 0,9% este ano, 0,1 pontos percentuais abaixo das previsões mais recentes do Governo para o conjunto de 2014.

Para 2015, o Banco de Portugal prevê um aumento do PIB de 1,5 %, em linha com as previsões do Executivo.

Duarte Pacheco defendeu que os dados significam «em primeiro lugar que a vida dos portugueses vai melhorar» e que «está longe a recessão vivida durante a fase mais dura do processo de ajustamento».

«E isto é devido sobretudo ao grande esforço dos portugueses», destacou.

O deputado sublinhou ainda os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística [INE] que indicam um aumento das exportações de 9,4 % em outubro face ao mês homólogo, «o valor mais alto registado este ano».

«A estratégia orçamental para 2015 assenta numa base frágil»

Já o deputado do PS João Paulo Correia alertou para a contradição entre a política macroeconómica preconizada pelo Governo e os dados que vão sendo conhecidos.

«A estratégia orçamental para 2015 assenta numa base frágil, que comporta elevados riscos de execução. O Governo tem anunciado ao longo destes anos de governação que a recuperação da atividade económica se dará pelo crescimento exponencial das exportações, o contributo crescente da procura externa, mas o que é certo é que os números de 2014 e 2015 apontados hoje pelo BdP dizem-nos que há uma desaceleração», afirmou, nos Passos Perdidos do Parlamento.

Segundo o Boletim Económico do BdP, a economia portuguesa vai crescer 0,9% este ano, 0,1 pontos percentuais abaixo das previsões mais recentes do Governo para o conjunto de 2014, mantendo-se a previsão de 1,5% para 2015, em linha com o estimado pelo executivo no Orçamento do Estado.

«O nosso grande alerta tem a ver com a contradição entre aquilo que é a política que o Governo anuncia relativamente à condição macroeconómica e os dados e factos que vamos conhecendo por parte das entidades internacionais e nacionais, como é o BdP", salientou João Paulo Correia, sublinhando a "desaceleração das exportações para 2014 e 2015 e o crescente aumento do peso da procura interna na composição da riqueza portuguesa».

Para este ano, o banco central previu que as exportações cresçam 2,6% e as importações 6,3%, abaixo dos 3,7% e dos 6,4%, respetivamente, estimados em outubro.

Já para 2015, a instituição antevê que as exportações cresçam 4,2% (abaixo dos 6,1% anteriormente antecipados) e as importações 3,1% (também abaixo dos 4,8% previstos no boletim de junho).