Há uma nova petição online a pedir a demissão imediata de Pedro Passos Coelho. Contactado pela TVI24, Luís Moreira, autor da petição, esclarece que a mesma foi colocada esta quarta-feira «a título pessoal».

«Português, nado e criado em Lisboa», tomou a decisão de colocar a petição online «porque alguma gota teria de fazer transbordar o copo».

«A política Portuguesa, sobretudo na sua vertente governativa, tem que ter moral. Não pode ser imoral, nem como se verifica, amoral. Não é mais possível assistir a situações deste tipo, onde um cidadão vê o seu ordenado penhorado por dívidas de cêntimos, enquanto outro passa impunemente por entre os pingos da chuva de uma dívida de milhares. Nada nem ninguém está acima da principal lei da Nação, a Constituição da República», afirma Luís Moreira.


Com esta petição, o lisboeta espera «trazer moral onde ela não existe, fazendo ver ao Presidente da República que, já que o primeiro-ministro não tem a vergonha que se impõe para se afastar do governo, o faça ele, enquanto defensor da Constituição que jurou fazer cumprir».

A petição surgiu na sequência da divulgação na comunicação social de que Passos Coelho teria uma dívida à Segurança Social (SS) por falta de pagamento de prestações.

A investigação do jornal «Público» dava conta de que o atual primeiro-ministro não teria pago à Segurança Social cinco anos de prestações, no período entre 1999 e 2004, mas, Passos afiançou não tinha sido notificado da dívida e adiantou ao jornal ter pago milhares à SS em fevereiro.

Passos acusado de «total falta de respeito» pela Segurança Social

O autor da petição online, dirigida ao Presidente da República, não se mostram convencidos com a ignorância revelada pelo atual Primeiro-Ministro, que lhe retira credibilidade no exterior.

«Esse eco extravasa já a fronteira nacional, tornando o país alvo de chacota em termos internacionais», pode ler-se na petição.

E, na petição, é invocado o Princípio da igualdade, previsto na Constituição.
«1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei. 
2. Ninguém pode ser privilegiado (…)».

«É portanto óbvia a violação deste artigo, dada a desigualdade perante a lei que se está a verificar, e ao privilégio de que gozam uns, em prejuízo do rigor que é imposto a outros», concluem os autores da petição que levava  no final desta quinta-feira, mais de duas mil assinaturas.


Esta não é a primeira petição online que pede a demissão de Passos Coelho.

Passos Coelho é o primeiro-ministro de um Governo que já ultrapassou cinco moções de censura.