O Presidente da República agradeceu hoje a todos os que manifestaram a sua preocupação e solidariedade depois da «indisposição» que o obrigou a interromper o discurso que proferia nas cerimónias militares do 10 de Junho.

«Como é do conhecimento público, no decurso das cerimónias militares senti uma indisposição, que me obrigou a interromper a intervenção que proferia, a qual retomei após observação médica, que confirmou o meu restabelecimento, conforme informação clínica de imediato tornada pública», lê-se numa nota assinada pelo chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, divulgada no site da Presidência da República.

Dirigindo um «sentido agradecimento a todos os que manifestaram a sua preocupação e solidariedade», Cavaco Silva aproveita ainda para sublinhar «a forte adesão dos portugueses que, na Guarda, em todo o Pais e na diáspora, celebraram a data nacional».

O Presidente da República desmaiou no início do discurso das comemorações do 10 de Junho, que decorreram nesta terça-feira na Guarda.

Cavaco Silva discursava há apenas alguns minutos quando perdeu os sentidos e numa altura em que dezenas de populares em protesto exigiam a demissão do Governo e do Presidente, exibindo tarjas como «Governo Rua» e «Presidente incompetente, deixe o seu palácio para melhor gente».

O chefe de Estado foi imediatamente retirado do local e assistido por uma equipa médica atrás da tribuna presidencial, perante a consternação de muitos dos presentes, casos da primeira-dama, do ministro da Defesa Aguiar-Branco e da ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite.

De acordo com o médico que o assistiu, o chefe de Estado sentiu esta manhã uma «reação vagal» nunca tendo perdido a consciência.

«O senhor Presidente da República sentiu uma reação vagal, da qual recuperou rapidamente, nunca tendo perdido a consciência e sempre manifestou intenção de concluir o seu discurso», declarou à agência Lusa o major-general médico José Duarte, da Força Aérea, que assistiu Cavaco Silva.

Uma reação vagal é uma das causas mais comuns de desmaio.