Teresa Leal Coelho afirmou esta segunda-feira que se demitiu da direção parlamentar do PSD contra a disciplina de voto relativamente ao referendo sobre coadoção e adoção por homossexuais, referindo que era suposto ter havido liberdade na bancada.

«Quando a deliberação é tomada, de aceitar a apresentação da iniciativa de referendo, é com uma clara noção de que era preciso salvaguardar a liberdade de voto», afirmou a deputada e vice-presidente do PSD à agência Lusa, adiantando que isso aconteceu «em todas as sedes» do partido.

Teresa Leal Coelho acrescentou que a sua «expectativa era a da liberdade de voto até 48 horas antes da votação» de sexta-feira, à qual faltou, e na qual a proposta de referendo de um grupo de deputados do seu partido foi aprovada em plenário pela bancada do PSD.

«Em circunstância alguma aceitaria a disciplina de voto», frisou.

Dois dias antes da votação de sexta-feira, a direção parlamentar do PSD levou esta questão a discussão em reunião da bancada, colocando a votação o apoio à proposta de referendo e a aplicação de disciplina de voto, posição que foi aprovada pela maioria dos deputados, com 12 votos contra e cerca de 70 a favor.

«Aceitei que os meus colegas apresentassem uma iniciativa de referendo no contexto da liberdade de voto, aquilo que eu não aceito é ser obrigada a votar essa iniciativa. A minha demissão decorreu da disciplina de voto», reforçou Teresa Leal Coelho, defendendo que teve «uma posição inequívoca» sobre este assunto desde o início.