O PCP disse esta quinta-feira que os números do défice de Portugal em 2013 surgiram devido ao «imenso saque fiscal» aos trabalhadores e pensionistas e a medidas extraordinárias e que não se irão repetir, como o perdão fiscal.

«Foram aplicadas medidas de austeridade, umas sobre as outras, [e] tudo isso contribuiu para estes valores de execução orçamental. Com uma tradução prática: levaram ao empobrecimento dos portugueses», declarou o deputado comunista Paulo Sá, em declarações à agência Lusa no parlamento.

O ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, afirmou hoje que apesar de o valor «exato» do défice referente a 2013 só ser apurado em definitivo em março deste ano, este irá situar-se num valor próximo dos 5%, cerca de 1.750 milhões de euros abaixo do limite inscrito no programa de ajustamento económico firmado com a troika.

Para o PCP, esta consolidação orçamental «é construída sobre uma política que leva ao empobrecimento das pessoas».

«Obviamente que não é sustentável e rejeitamos politicamente o rumo de alguém que quer resolver as contas públicas à custa da miséria», sublinhou Paulo Sá.