A líder do CDS-PP escusou-se hoje a dizer se subscreve as declarações do deputado Hélder Amaral sobre o MPLA, reiterando apenas que o partido pugna pela liberdade e que "todas as declarações" têm de ser interpretadas dessa forma.

Assunção Cristas sublinhou, várias vezes, que o CDS-PP é um "partido que pugna e que trabalha pela liberdade e pelo pluralismo partidário", referindo que "todas as declarações têm de ser lidas a essa luz".

A líder centrista respondia às perguntas dos jornalistas em Lagoa, Faro, relativamente às declarações do dirigente e deputado do CDS-PP Hélder Amaral, que disse na quarta-feira, em Luanda, que o partido está muito mais próximo do MPLA e, agora, com "muitos mais pontos em comum".

Sem nunca referir diretamente Hélder Amaral ou as declarações proferidas pelo deputado, Assunção Cristas sublinhou que o CDS não mudou de posição relativamente à defesa da liberdade, recordando que tem e continuará a ter um contacto "com todos os outros partidos em Angola e certamente também com este partido [MPLA]".

"O que está em causa é o aprofundar das relações entre países", em prol "das empresas que exportam para Angola e dos portugueses que vivem" naquele país, explanou, escusando-se a dizer se subscreve ou não as declarações de Hélder Amaral.

O ex-presidente do CDS Ribeiro e Castro defendeu que o partido deve explicar as declarações do seu deputado Hélder Amaral no Congresso do MPLA, em Luanda, que classificou como "miserável" investidura de um partido único.

Segundo a líder do partido, o CDS continuará a defender um "relacionamento institucional, nomeadamente em países onde há uma presença portuguesa tão forte", como é o caso de Angola.

"É nesse plano que nos situamos", frisou Assunção Cristas, que enfatizou que a grande preocupação do partido é a realidade portuguesa, em que se regista um crescimento "económico anémico".

O processo da Caixa Geral de Depósitos continua "por resolver", sendo que "as notícias do BCE [Banco Central Europeu] foram vergonhosas para o nosso país. Foi preciso alguém vir dizer que não estamos a cumprir a lei que nós próprios fizemos".

Para responsável centrista, são necessárias mais explicações "sobre o que vai acontecer à Caixa".

Assunção Cristas falava aos jornalistas à margem da feira Fatacil, em Lagoa, que arrancou hoje e decorre até 28 de agosto.