Presidente da República faz hoje uma declaração ao país às 20h30/b>, depois de nos últimos dias ter ouvido o primeiro-ministro, os partidos e parceiros sociais, na sequência da demissão do ministro dos Negócios Estrangeiros.

Para Luís Montenegro «ficou demonstrado» que no seio do Governo e da maioria PSD/CDS-PP «há o intuito de levar por diante o trabalho de recuperação de Portugal».

O deputado frisou que «foi alcançado» um «reforçar do compromisso político dos dois partidos» com a «reformulação do acordo político» e com a nova orgânica governativa proposta.

«Nunca escondemos que a situação criada foi causadora de preocupação e apreensão por parte dos portugueses e por isso merecia uma resposta rápida e que, do ponto de vista do conforto dos portugueses, pudesse significar maior coesão e estabilidade», afirmou.

«E foi isso que a nosso ver aconteceu com a reformulação do nosso acordo político», disse, defendendo que «estão criadas as condições de estabilidade, coesão» para, na segunda parte da legislatura, «concentrar o trabalho na criação de maiores oportunidades de emprego, de investimento, e portanto de dinamização da economia».

A alternativa, disse, seria «eleições antecipadas, o que significaria deitar por terra todo o esforço feito até agora».