A tarde vai longa, com mais de 80 congressistas a pedirem a palavra. António Vitorino fez uso dos seus três minutos para atacar a oposição à direita e à esquerda, acabando por pedir nova maioria absoluta para José Sócrates.

«O programa das oposições tem um ponto único: impedir a maioria absoluta do PS. Considero que, como programa político, é pouco, mesmo muito pouco», criticou.

O socialista considerou que, «com esta obsessão», a oposição «disfarça o facto simples e singelo de que perdeu toda a esperança de vencerem as eleições».

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«E outros falam em alternativa numa convergência à esquerda, mas excluem-nos. Tentam fazê-lo há 30 anos e ainda não perceberam que não nos deixamos escovar da esquerda que é nossa», disse, sendo aplaudido efusivamente.

Dos ataques aos pedidos, António Vitorino admitiu: «Sim, queremos uma maioria absoluta.» Aos portugueses, perguntou: «Querem ou não querem a estabilidade governativa?»

Considerando que «é necessária a estabilidade para ultrapassar a crise» e sublinhando que «este Governo assume o risco e as responsabilidades», Vitorino terminou com um toque pessoal: «Precisamos de mãos seguras e essas mãos seguras são as tuas, José Sócrates.»