A moção de Assunção Cristas, intitulada “Ambição e Responsabilidade”, foi aprovada com 877 votos, contra 11 votos da única moção que foi a votos em alternativa.

Das dez moções globais apresentadas ao 26.º Congresso do CDS-PP, apenas duas foram a votos: a moção encabeçada por Assunção Cristas e a moção D, “Uma estratégia para Portugal”, que tem como primeiro subscritor Miguel Mattos Chaves, a qual obteve apenas 11 votos.

Todos os subscritores das restantes oito moções abdicaram de ir a votos. A apresentação de uma moção de estratégia global, que é votada em alternativa, não implica uma candidatura à liderança, mas sem ela não se pode ser candidato. As moções de estratégia global são, de acordo com os estatutos, um documento que fixa "a orientação geral do partido".

Há dois anos, no Congresso de Oliveira do Bairro, a moção "Responsabilidade e Identidade", do líder Paulo Portas, obteve 82% dos votos, contra 16,6 por cento da moção encabeçada por Filipe Anacoreta Correia, do movimento Alternativa e Responsabilidade.

Na moção de 31 páginas, Assunção Cristas remete para um futuro Conselho Nacional a definição da estratégia nas eleições autárquicas, e afirma que a oposição ao "governo das esquerdas" é a marca do partido.

Assunção Cristas tem reiterado que não afasta a possibilidade de um novo Governo PSD/CDS sair do atual quadro parlamentar, em caso de o executivo do PS falhar, embora considere que tal é altamente improvável com o atual secretário-geral socialista, António Costa.

Não se comprometendo com medidas, a moção de Cristas aponta para a necessidade de ser estudada uma reforma do sistema eleitoral, admite a possibilidade de a ADSE ser um sistema aberto a trabalhadores do privado, e defende a necessidade de abrir o já existente Gabinete de Estudos à participação de pessoas fora do partido.

O primeiro dia do Congresso do CDS-PP terminou com a proclamação do resultado das moções, cerca das 01:30, embora grande parte dos congressistas tenha abandonado o Pavilhão Multiusos de Gondomar logo depois das votações, sem esperar que fosse anunciado o vencedor, apesar dos protestos do presidente da Mesa do Congresso, Luís Queiró.