O ex-presidente da Câmara do Porto e António Costa, atual presidente da Câmara de Lisboa e candidato a líder do PS, defenderam esta terça-feira um entendimento de regime ou um acordo a 10 anos entre os protagonistas políticos.

«A maioria absoluta [como defendeu António Costa] é o mais importante, mas pode não ser o garante fundamental para um acordo de regime ou a 10 anos. O importante é a capacidade dos protagonistas porem o interesse nacional acima de tudo e não o interesse partidário, assim pode-se conseguir um entendimento de regime», afirmou Rui Rio.

Concordando com o ex-autarca do Porto, António Costa disse que «a questão básica tem a ver com a confiança».

Numa conferência sobre «A política, os políticos e a gestão dos dinheiros públicos», organizada pela TSF e pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, em que foi notório o bom entendimento entre ambos, Costa disse que o PS deveria ter uma maioria absoluta nas próximas eleições legislativas, mas ressalvou que «a maioria é necessária, mas não deve excluir a necessidade de diálogo» para que se consiga obter «uma agenda para a década».

Referindo que tem muita estima por Rui Rio e até desejando-lhe a sorrir felicidades se for presidente do PSD, Costa voltou a afirmar que «o pior é não haver alternativa», pedindo «uma mudança de Governo e de política».

António Costa disse ainda que para «atacar» os problemas do país é preciso «estabilidade e competitividade (...) e isso implica um outro grau na política, partilha de políticas comuns e de investimentos que não podem ser interrompidos», em resumo uma «agenda para a década que permita consolidar objetivos políticos».

Por seu lado, Rui Rio reforçou que «o acordo principal é o acordo de regime». «Se quisermos olhar para a frente, isto é da vida, (...) quando estamos num beco na nossa vida é isto: ou nós temos a coragem de fazer uma rutura ou continuamos num beco» sem saída, concluiu o ex-autarca do Porto.