O PCP considerou esta quarta-feira que os resultados da execução orçamental dos onze primeiros meses de 2015 mostram que a política de empobrecimento seguida pelo anterior Governo não resolveu os problemas do país e apelou a uma “inversão do rumo”.

“Os sucessivos resultados da execução orçamental provam que a política de exploração e empobrecimento prosseguida pelo governo anterior não resolveu nenhum dos problemas do país, antes contribuiu para o aprofundamento da desigualdade na distribuição do rendimento, para o empobrecimento dos trabalhadores, dos reformados, dos pensionistas e das suas famílias”, critica o PCP numa nota enviada às redações.


Os comunistas defendem que a solução para os problemas nacionais passa por uma inversão do “rumo de submissão” imposto ao país, restituição dos direitos retirados aos trabalhadores e reformados, aposta no investimento público e apoio ao financiamento do investimento privado em especial das micro, pequenas e médias empresas.

O PCP salienta que, segundo os dados já conhecidos, o défice orçamental atingiu nos primeiros nove meses do ano os 3,6% do PIB, o que significa que, para que a meta dos 3% de défice seja atingida em 2015, é necessário que o défice orçamental do quarto trimestre não ultrapasse os 488 milhões de euros, um valor que considera difícil de alcançar.

“Ou seja, apesar do enorme aumento de impostos suportados pelos trabalhadores e pelas suas famílias, apesar dos cortes feitos na área da Saúde, da Educação e da Segurança Social, apesar das limitações impostas no acesso e no montante do Subsídio de Desemprego ao longo dos últimos 4 anos”, a pretexto de uma determinada meta de défice orçamental, esse objetivo nunca foi atingido, mas as famílias portuguesas ficaram mais pobres e menos protegidas em termos sociais, lamenta o PCP.