"Os elementos de que dispomos indiciam uma participação ligeiramente maior do que em 2011. Mas, lamentavelmente, continuamos a ter níveis de abstenção muito grandes, muito elevados", disse Carlos Gonçalves, da comissão política do PCP.  

O responsável salientou ainda que é “difícil” separar a elevada taxa de abstenção “de um quadro em tivemos, todos estes anos, esta política de direita com os seus efeitos desgraçados, de descrédito, de desconfiança”. 

Outro dos elementos realçados por Carlos Gonçalves para um número de participação mais elevado do que 2011 é o facto destas eleições se terem realizado em outubro e não num “mês de férias”, como na altura. “É preciso ver o que isto pesou nos níveis de participação”, apontou. 

“Da nossa parte, CDU, acreditamos que a nossa campanha (…) pode ter dado o seu contributo para que de facto seja maior o nível de participação”, indicou, acrescentando ainda um último factor.  

“Por outro lado há aqui um efeito de última hora, de um quadro político criado à última hora, que teremos que apreciar”, realçou. “Acreditamos que traduza a condenação desta política de direita.” 

“Temos todas as razões para estarmos confiantes que vamos ter resultados positivos”, concluiu.