“Vem sempre aquela pergunta insidiosa: mas como é que vocês querem encontrar o dinheiro para isso tudo? Nós respondemos: acabe-se com essa marmelada de estar sempre a encher os bolsos aos grandes grupos económicos e financeiros”, soltou Jerónimo de Sousa, entre gargalhadas, palmas e manifestações de apoio do salão. 



“Pensassem nisso quando enterraram mais de cinco mil milhões de euros no caso BPN, pensem nisso quando hoje se preparam [para fazê-lo] outra vez em relação ao BES, ao Novo Banco. Estão ali 3900 milhões à disposição que o negócio se faça, ficando os portugueses com o prejuízo”, disse.


“Quando nos perguntam pelo dinheiro, nós respondemos: vão buscá-lo à renegociação e ao fim das PPP, desses negócios escandalosos que têm servido para o capital encher os bolsos”, afirmou. 




“Foi curiosos ver a apreciação do PS e a crítica que fez ao PSD e ao CDS, [dizendo] que estavam a ir para além da troika”, frisou, desafiando: “Era importante saber e precisar onde é que eles foram para além da troika, é que aquilo era um documento preciso e conciso (…) que corresponsabiliza os três [partidos]”.




“Começa a pensar que é possível que o PSD e o CDS ganhem as eleições. E acredita [nisso], porque não contribuiu nada para o enfraquecimento deste  Governo, para a sua derrota”. E o discurso irónico subiu ainda mais um tom.