A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, disse hoje estar “cada vez mais preocupada” com a falta de investimento, aumento da dívida pública e pagamentos em atraso em vários setores porque “tudo isto” vai penalizar a economia nacional.

Durante uma visita à Feira Agrícola do Norte – AgroSemana, na Póvoa de Varzim, e questionada pelos jornalistas sobre se acreditava na redução do défice para 2,5%, a centrista frisou que em 2008 Portugal teve um défice, na altura reportado de 2,8%, depois revisto em alta, e que um ano e meio depois estava a ser resgatado pela `troika´.

“Para mim é mais relevante olhar para as condições do crescimento da economia portuguesa e perceber se estamos a crescer, se estamos a criar riqueza e se existe investimento (…) porque tudo isto vai penalizar a economia portuguesa e, obviamente, as contas nacionais”, entendeu.

Segundo Assunção Cristas, a sua “primeira preocupação” é o crescimento económico do país e o investimento porque é daí que nasce o emprego sustentável.

E acrescentou: “O investimento está a ser muito penalizado, não estamos a ter investimento, nem sequer público, e pergunto às esquerdas onde estão as reclamações sobre investimento público que é muito inferior agora do que era há um ano atrás”

Já quanto ao investimento privado, a centrista considerou que se ressente de um “clima de falta de confiança”.

Perante isto, Assunção Cristas diz que não pode ficar tranquila, mas sim “muito preocupada e cada vez mais preocupada”.

Quanto a um eventual aumento de pensões defendido pelo PCP e BE, no âmbito do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), a líder do CDS-PP defendeu que enquanto Portugal não estiver a crescer sustentadamente e a gerar riqueza não é possível dizer aos pensionistas da classe média que poderão ambicionar pensões mais elevadas.

“É preciso criar riqueza para que, sustentadamente, os rendimentos melhorem, mas no que são as pensões mais baixas defendemos, tal como no passado, que essas sejam sempre mais protegidas”, realçou.

Sobre a apresentação ou não de propostas ao Orçamento do Estado, Assunção Cristas considerou que “ainda é muito cedo” para falar nisso, acrescentando que o partido tem uma tradição de frisar as suas posições.