CDS: líder da bancada não antecipa sanção a Ribeiro e Castro

Deputados rejeitam «evolução doutrinária» no Conselho Nacional de sexta-feira

Por: tvi24 / CP    |   3 de Abril de 2012 às 19:02
O líder da bancada do CDS-PP, Nuno Magalhães, recusou antecipar a discussão sobre a eventual aplicação de uma sanção ao deputado Ribeiro e Castro, que furou a disciplina de voto no Código do Trabalho.

«Não vou antecipar uma discussão que tem que ser feita, seria a pior forma de a iniciar», afirmou Nuno Magalhães à Lusa, recusando comentar a eventualidade de Ribeiro e Castro avançar com uma iniciativa legislativa para restaurar o feriado que assinala o dia da Independência e que será eliminado com o novo Código Laboral.

O líder da bancada também não quis adiantar se existe alguma reunião marcada para discutir esta matéria.

Sobre a decisão do Conselho Nacional do CDS-PP, na passada sexta-feira, para que o grupo parlamentar reveja o seu regulamento, Nuno Magalhães não antecipa um calendário para o debate com vista a essa revisão.

«Irei certamente conversar com os seus colegas da direção, eventualmente com outras pessoas que, sendo do partido, e tendo tido responsabilidades no partido, possam também contribuir com ideias, e depois discutir com os deputados», afirmou.

«O mandato não fala em prazos, portanto, iremos ter tempo para, de forma ponderada, - trata-se um regulamento que há muitos anos, muitos anos mesmo, não era revisto - proceder a esse mandato», acrescentou.

Contactado pela Lusa, Ribeiro e Castro não quis prestar nenhum esclarecimento sobre a sua situação dentro do grupo parlamentar e também não quis comentar a revisão do regulamento decidida em Conselho Nacional.

Ainda o Conselho Nacional de sexta

O deputado democrata-cristão Adolfo Mesquita Nunes sublinhou que o Conselho Nacional do CDS-PP não marcou nenhuma «evolução doutrinária», mas a possibilidade de deputados votarem de forma diferente.

«O que foi discutido no Conselho Nacional foi a possibilidade de um deputado poder votar de forma diferente da maioria dos deputados do seu partido [numa matéria em que havia liberdade de voto], não foi registada nenhuma evolução doutrinária ou programática do CDS», afirmou à Lusa Adolfo Mesquita Nunes.

Também o líder parlamentar, Nuno Magalhães, afirmou à Lusa: «Não creio que tivesse sido uma questão que suscitasse dúvidas em qualquer pessoa no sentido de mudar a matriz ideológica».

No Conselho Nacional do CDS-PP, na sexta-feira, foi derrotada uma proposta para pôr cobro à liberdade de voto em matérias consideradas fraturantes, como a adoção por casais do mesmo sexo e a procriação medicamente assistida.

A proposta teve 118 votos contra, sete abstenções e dez a favor, não conseguindo sequer assegurar os votos dos 12 conselheiros nacionais do CDS-PP que escreveram ao presidente do Conselho Nacional, António Pires de Lima, e que estiveram na base da moção. Este texto condenava que, recentemente, Adolfo Mesquita Nunes e João Rebelo tivessem estado dissonantes da restante bancada nas tais matérias ditas fraturantes, para as quias houve liberdade de voto.

«A única causa fraturante que tenho é a do desmantelamento do socialismo, de resto não tenho nenhuma outra causa fraturante que marque a minha atividade política», declarou Adolfo Mesquita Nunes à Lusa.
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