A líder do CDS-PP considerou esta terça-feira que a diminuição da taxa de desemprego, que registou um valor mínimo desde julho de 2004, se alcançou com a reforma laboral feita no anterior Governo, “pelo que é bom” que o primeiro-ministro a mantenha.

Tudo o que seja diminuir o desemprego é, certamente, muitíssimo positivo e eu lembro sempre e gosto sempre de relembrar ao primeiro-ministro que isto se alcança com a reforma laboral que foi feita no anterior governo, portanto é bom que a mantenha, está a dar frutos e estamos a recuperar emprego, apesar de estarmos a viver um tempo da austeridade escondida”, afirmou Assunção Cristas.

O Instituto Nacional de Estatística confirmou hoje que a taxa de desemprego de janeiro se fixou nos 7,9%, valor mínimo desde julho de 2004, estimando para fevereiro uma nova descida para os 7,8%.

Um ano antes, em janeiro de 2017, a taxa de desemprego era de 10,1%, segundo o INE.

Em declarações aos jornalistas, no Pinhal de Leiria, concelho da Marinha Grande, Assunção Cristas, adiantou que o CDS-PP “tem sinalizado” várias áreas de “austeridade escondida”, como a Saúde ou a Educação.

Vimos ainda por cima uma austeridade escondida nos impostos indiretos que aumentaram e aumentou a carga fiscal em 2017 para níveis não conhecidos nos últimos 22 anos, mas também ainda esta semana se fala do problema da Cultura, outra área com austeridade escondida”, observou a líder centrista.

Nesta área, referiu que o Governo, liderado pelo socialista António Costa, “prometeu muito, onde a expectativa dos agentes culturais era que se pudesse regressar a níveis de empenho e de envolvimento do Estado prévios à crise e prévios à ‘troika’ e isso não está a acontecer”.

“Há um Governo que, de facto, tem uma conjuntura externa muito favorável, tem uma Europa e um mundo a crescer, tem o desemprego a baixar e, no entanto, faz uma austeridade escondida que procura que não apareça, mas ela vai aparecendo”, insistiu, pedindo ao Executivo, “de uma forma clara, transparente e honesta”, diga “afinal onde é que está a buscar o dinheiro no bolso dos portugueses e afinal onde é que o está a aplicar”.