O porta-voz do CDS-PP, João Almeida, congratulou-se esta segunda-feira com a vitória e o reforço da votação do PP em Espanha, salientando também que a esquerda radical ficou aquém dos seus objetivos, permanecendo como terceira força.

"O CDS felicita o PP e Mariano Rajoy pela vitória eleitoral e pelo reforço em relação às últimas eleições legislativas. O que analisamos, além da vitória, é o reforço da votação e o facto de a esquerda mais radical, que aparecia em todos os estudos de opinião como podendo ser a segunda força, não só não ter sido a segunda força como não ter reforçado a sua votação", afirmou João Almeida.

Em declarações à Lusa, o porta-voz centrista desejou que, "neste cenário, Espanha encontre rapidamente uma solução de Governo que permita ter estabilidade”, importante para o país e também para Portugal, tendo em conta as “relações muito importantes” que mantém com o Reino de Espanha.

"Quem governou Espanha durante anos, agora ganhou duas eleições legislativas seguidas, quem se propôs ser alternativa teve um resultado aquém daquilo que eram as expectativas. É difícil não fazer outra leitura que não seja a de encontrar uma forma de viabilizar um Governo liderado por Mariano Rajoy e o PP, mas essa opção cabe aos partidos em Espanha", defendeu.

O Partido Popular, de Mariano Rajoy, foi o mais votado nas eleições de domingo, com 137 deputados, mais 14 do que nas legislativas de dezembro, mas longe dos 176 mandatos que dão a maioria absoluta no congresso espanhol.

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de Pedro Sanchez, ficou em segundo lugar, com 85 lugares, enquanto a aliança de esquerda Unidos Podemos, que as sondagens colocavam em segundo lugar, ficou em terceiro e elegeu 71 deputados.

O partido de centro-direita Ciudadanos conseguiu 32 assentos parlamentares.