O 27.º Congresso do CDS-PP começa este sábado em Lamego, com a estratégia eleitoral de listas próprias às eleições europeias e legislativas já definida na moção de Assunção Cristas, cuja liderança não está em causa nesta reunião magna.

A manhã do arranque dos trabalhos ficará marcada por uma homenagem ao antigo presidente do CDS Adriano Moreira, enquadrada pela apresentação do Senado, o órgão de consulta centrista, que desde 2007 não funcionava.

A apresentação das moções de estratégia global - condição para se poder ser candidato à liderança - decorrerá ainda da parte da manhã, estando a discussão prevista para as 15:00, num Congresso que decorrerá em contínuo, sem pausas definidas para refeições.

O presidente da mesa do Congresso, Luís Queiró, enviou na sexta-feira aos congressistas uma mensagem apelando a que os delegados respeitem "os tempos atribuídos para as intervenções" e que contribuam "se possível, para um número de inscrições compatível com o tempo fixado para o debate das moções".

Esta mensagem causou desconforto junto de apoiantes da Tendência Esperança em Movimento (TEM) e de setores próximos de Filipe Lobo D'Ávila, vista como uma tentativa de condicionar a discussão.

Moções

Além da moção de Assunção Cristas, são primeiros subscritores de moções o antigo secretário-geral José Lino Ramos, o porta-voz da TEM, Abel Matos Santos, Pedro Borges de Lemos, da tendência CDS XXI, o líder da distrital de Lisboa, João Gonçalves Pereira, o presidente da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos, o presidente da Federação dos Trabalhadores Democratas-cristãos, Fernando Moura e Silva, e Miguel Mattos Chaves.

Entre os primeiros subscritores de moções de estratégia global, só Miguel Mattos Chaves assumiu, em comunicado, levar a moção a votos, tal como fez no último Congresso, em Gondomar, no qual obteve apenas 11 votos.

Apesar de ser condição necessária à apresentação de uma candidatura, a prática tem ditado que muitas moções não são levadas a votação, sendo essencialmente motivo para discutir ideias e propostas.

Na moção "CDS - Um passo à frente", Assunção Cristas defende que o grande desafio dos centristas é afirmarem-se como "o partido de todos", devendo disputar as eleições europeias e as legislativas em listas próprias.

O documento defende também uma "estratégia de proximidade", objetivo no qual se insere o lançamento da CDS TV, um ‘canal’ próprio dos centristas através do YouTube, que será coordenando pelo dirigente e porta-voz, João Almeida.