O encontro ocorrido terça-feira, em Joanesburgo, entre o Presidente português, Aníbal Cavaco Silva, e o Vice-Presidente angolano, Manuel Vicente, foi «apenas uma conversa informal», disse esta quarta-feira em Luanda o secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola.

Citado pela agência Angop à chegada à capital angolana, proveniente de Joanesburgo, onde integrou a comitiva de Manuel Vicente às cerimónias fúnebres de Nelson Mandela, Manuel Augusto disse que a conversa foi «apenas informal».

«Não houve nenhum encontro oficial entre o Vice-Presidente e o Presidente de Portugal. Como sabem, estávamos na cerimónia pública, no memorial ao Presidente Mandela, onde estavam vários chefes de estado e de governo», declarou.

Segundo Manuel Augusto, na ocasião houve vários encontros e conversas informais e de circunstância, mas não houve nenhum encontro oficial ou formal, nem audiência, entre os dirigentes português e angolano.

«O Vice-Presidente (Manuel Vicente) manteve um único encontro formal, foi com o Presidente da África da Sul, Jacob Zuma, ao princípio da tarde de hoje», frisou.

Sobre o encontro, referido terça-feira por Cavaco Silva, o chefe de Estado português disse estar convencido que Portugal e Angola têm «uma vontade muito séria de manter e reforçar os laços de cooperação».

Durante a sua estada em Joanesburgo, onde permaneceu cerca de sete horas, o chefe de Estado português reuniu-se com diversos governantes, entre os quais o Vice-Presidente angolano.

«As autoridades de Angola estão informadas e sabem que, nos termos da Constituição Portuguesa, os nossos tribunais gozam de independência, agora não podemos é permitir que as instituições portuguesas possam ser usadas como instrumentos de luta política em Angola», disse Cavaco Silva.

«A luta política em Angola é feita pelos angolanos e eu não tenho a menor dúvida que as instituições democráticas portuguesas estão determinadas e não vão deixar que alguém tente utilizá-las para a luta política que se trava num país como Angola ou Moçambique, onde irão ocorrer eleições no futuro», acrescentou.