Edgar Silva,  o candidato presidencial do PCP, acusou esta segunda-feira Cavaco Silva de assumir um “papel de contra poder” à revelia da Constituição e “degradar” a vida democrática ao fazer exigências ao líder socialista, António Costa.

“O Presidente da República tem de respeitar a vontade do parlamento e dos parlamentares porque sabe e, conhece bem, que foram assumidas razões e condições para a viabilização de uma solução de governo", começou por dizer, no Porto, à margem de um encontro com artistas da Cooperativa Árvore.

"A não ser que o Presidente da República se queira aproximar de algo que não estaria longe de uma tentativa de golpe de Estado, e não pode ser, isso seria inaceitável e impensável, seria a subversão das regras básicas fundamentais estruturantes do Estado Democrático”, acrescentou.

Edgar Silva realçou que Cavaco Silva está a “degradar” o normal funcionamento das instituições democráticas, assumindo funções que a Constituição Portuguesa não lhe confere.

O chefe de Estado pediu hoje ao secretário-geral do PS que desenvolva "esforços tendo em vista apresentar uma solução governativa estável, duradoura e credível". Cavaco Silva tem seis dúvidas sobre as quais pediu uma clarificação.