O Presidente da República disse neste sábado, em Santarém, ser “fundamental continuar a apostar no rejuvenescimento da agricultura”, e realçou o “dinamismo e a modernização”, que o setor tem demonstrado.

Cavaco Silva presidiu à inauguração da Feira Nacional da Agricultura, que decorre até dia 14 no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém, tendo a Floresta Portuguesa em destaque.

No final da visita, o Presidente referiu o aumento da produção agrícola, a melhoria da qualidade e a inovação que tem marcado um setor que viu no último ano as exportações de produtos agroalimentares aumentarem cerca de 8% e o défice alimentar reduzir-se “em mais de 500 milhões de euros”.

“Compreendo bem a ambição dos agricultores de contribuírem para a eliminação total do défice alimentar em produtos agrícolas no ano 2020”, afirmou.


Cavaco Silva apontou o contributo dos jovens agricultores “para este dinamismo” e para melhoria da qualidade, da inovação e do conhecimento técnico aplicado nas explorações agrícolas, com reflexo na rentabilidade e na produtividade da agricultura portuguesa.

Acompanhado pela ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, o Presidente da República congratulou-se com a escolha da floresta como tema para a edição deste ano da FNA, sublinhando a sua importância nos domínios social, ambiental e económico.

Cavaco Silva quis ainda sublinhar que “os portugueses já interiorizaram que vale a pena escolher os produtos portugueses”, realçando a “boa relação” qualidade/preço da agricultura portuguesa.

“Constato agora que o que se verifica em termos de dinamismo, atração de novos agricultores, dinamização, não tem nada a ver com o Portugal de há 20 ou 30 anos e as associações de agricultores desempenharam um papel um muito importante”, declarou, reafirmando ser “fundamental continuar apostar no rejuvenescimento da agricultura”, prosseguindo no apoio à instalação de jovens agricultores.


O Presidente declarou-se “confiante no futuro da agricultura portuguesa”, referindo a “evolução notável” registada em produtos como o vinho, o azeite, o tomate, as frutas e os hortícolas, bem como “a penetração em novos mercados, com novos produtos, como se está a verificar hoje”.

Considerada pelo CNEMA como “a mais importante e representativa montra do melhor que se produz em Portugal”, a Feira da Agricultura, que se realiza em Santarém há 52 anos (juntando-se à Feira do Ribatejo, iniciada dez anos antes, em 1953), dá a conhecer, ao longo de nove dias, toda a fileira agrícola, desde maquinaria, equipamentos, serviços, fatores de produção e produtos agroalimentares “resultantes das melhores e mais avançadas técnicas e práticas agrícolas”.