O primeiro-ministro, António Costa, disse esta quarta-feira ao Presidente que era "um grato prazer" colaborar com Cavaco Silva, a cujo contributo e "voz avisada" continuará a estar atento mesmo depois do Chefe de Estado deixar Belém.

"É para este Governo um grato prazer poder colaborar com Vossa Excelência e temo-lo feito e vamos continuar a fazer com todo o empenho e toda a atenção e depois, continuaremos certamente, a poder contar com a sua voz avisada, experiente, que mesmo liberto de funções oficiais não deixará de estar atento ao que se passa no país e a contribuir, de outra forma, para o futuro do país e dos portugueses", disse António Costa.


"É uma grande honra que este Natal enquanto membro do Governo seja passado sob a sua Presidência. Muito obrigado, senhor Presidente, as maiores felicidades", declarou.

O Presidente da República, Cavaco Silva, retribuiu os desejos de feliz Natal do primeiro-ministro, António Costa, numa cerimónia que, disse, é "uma boa tradição" da democracia, que decidiu manter, "independentemente do Governo em funções".

"Agradeço e retribuo os votos de Natal e de Ano Novo e as palavras do senhor primeiro-ministro. Esta é a décima sessão de troca de cumprimentos que tem lugar durante os meus mandatos. Eu considero que é uma boa tradição da nossa democracia e por isso decidi mantê-la, independentemente do Governo em funções", afirmou Cavaco Silva depois de ouvir os cumprimentos por parte do executivo, pela voz do primeiro-ministro.


Numa curta cerimónia na sala dos embaixadores do Palácio de Belém, o Presidente da República, que no próximo ano termina o seu mandato, afirmou que "o ano de 2016 vai ser certamente um ano de desafios complexos e exigentes para quem tem responsabilidades de Governo".

Nesse sentido, Cavaco Silva desejou a todos os membros do Governo "um trabalho muito frutuoso", além de feliz Natal e próspero Ano Novo.

O Presidente da República considerou que a cerimónia de apresentação de cumprimentos do governo no Palácio de Belém se "insere nas tradições próprias da época do Natal", que fazem parte da identidade do povo português.

"É o tempo em que se exaltam os valores da paz, da amizade, da harmonia, da concórdia, da partilha, e da solidariedade. Num tempo em que nos chegam de alguns países da Europa sinais de medo, eu diria mesmo, de cobardia, de celebrar algumas tradições natalícias, eu congratulo-me por elas se encontrarem bem vivas em Portugal", disse.

"Aliás, nas visitas que recentemente fiz pelo país, tive ocasião de testemunhá-lo, nas ruas, nas empresas, nas lojas, nas instituições e nas atitudes da população. Ao nível dos órgãos de soberania, penso que esta tradição reflete uma vontade de boa e leal cooperação institucional e de trabalho conjunto para a realização dos superiores interesses nacionais", afirmou.