O Presidente da República, Cavaco Silva, disse esta quarta-feira em Xangai ter sempre «ambições positivas» em relação à campanha eleitoral que está a decorrer, lembrando que fará uma comunicação ao país na véspera das europeias de 25 de maio.

«Eu tenho sempre ambições positivas no desenvolvimento da campanha eleitoral, mas respeito muito a autonomia dos partidos políticos e por isso é que há matérias, que ainda há dias referi, em que é preciso insistir, continuar a insistir», afirmou Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas que acompanham a deslocação oficial do chefe de Estado à China.

No passado sábado, ainda em Lisboa, o Presidente da República voltou a insistir na importância da cultura do compromisso, sustentando que «há certas boas atitudes» que levam tempo até se instalarem no funcionamento normal da democracia.

Em Xangai, recusou-se a antecipar o que pensa do tom da campanha eleitoral, lembrando que irá falar ao país na véspera das eleições, a 24 de maio, dia em que realiza em Lisboa a final da Liga dos Campeões Europeus.

«Vou fazer uma comunicação ao país na véspera do ato eleitoral, que coincide com o jogo do Real Madrid com o do Atlético Madrid, não sei qual será a minha capacidade de competir com a final da taça dos campeões europeus...», afirmou.

O chefe de Estado, que chegará a Lisboa na próxima segunda-feira, disse que tem sido informado sobre o que está a ocorrer na campanha para fazer «os últimos ajustamentos» nessa comunicação que irá produzir.

Cavaco Silva já fez, a 19 de março, uma comunicação ao país para anunciar a marcação da data das europeias e apelou então à participação ativa dos portugueses nas eleições de 25 de maio, sublinhando que as decisões das instâncias europeias condicionam e influenciam profundamente o destino de Portugal e o futuro das novas gerações.

Na mesma comunicação, o Presidente da República apelou a uma campanha eleitoral para o Parlamento Europeu «esclarecedora, serena e elevada», sublinhando que um agravamento da crispação partidária poderá prejudicar entendimentos que se venham a revelar «indispensáveis no futuro».