O Presidente da República disse sair de Moçambique com a convicção de que a paz e a estabilidade política se vão consolidar no país, destacando a «grande vontade de diálogo para a união dos moçambicanos» que encontrou.

«Levo comigo a convicção, por aquilo que eu vi ao mais alto nível, de que a paz se vai consolidar em Moçambique, que a estabilidade política se vai consolidar em Moçambique», afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, numa intervenção no encontro com a comunidade portuguesa, o último ponto da agenda da visita que realizou durante três dias a Maputo.


Sublinhando que encontrou igualmente «uma grande vontade de diálogo para a união de todos os moçambicano no sentido do bem-estar, do conforto, da justiça, do combate à pobreza», Cavaco Silva reconheceu que para o desenvolvimento de um país, a paz, a segurança e a estabilidade política são importantes.

«A paz é importante para os moçambicanos, mas também é importante para os portugueses», frisou.


Na sua intervenção, o chefe de Estado recuperou uma mensagem já hoje transmitida de que acredita que Moçambique irá entrar num novo ciclo de crescimento e reforço das relações e cooperação com Portugal.

A este propósito lembrou um encontro com empresários portugueses estabelecidos em Moçambique que teve há dois anos em Maputo, fazendo a comparação com o que aconteceu agora.

«Colhi deles uma imagem de confiança quanto ao futuro, fiz a comparação com encontro em 2012 e encontrei agora um dinamismo reforçado, um certo otimismo quanto ao futuro», disse.


Falando perante algumas centenas dos 23 mil portugueses que residem em Moçambique, o Presidente da República repetiu a mensagem que deixa sempre junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, apelando a que sejam embaixadores de Portugal, «porque a imagem conta».

E, além dos desejos de felicidades e prosperidade, Cavaco Silva apelou à solidariedade para com os que possam estar em dificuldade.

«Sempre que possam não deixem de fazer uma visita à nossa terra e acolher bem aqueles que chegam de novo e também pensar naqueles que às vezes estão em dificuldades, existe um número, não é assim muito grande, de alguns portugueses aqui em Moçambique que têm tido algumas dificuldades na vida. Peço a solidariedade em relação a esses portugueses que aqui podem ter alguma solidariedade», referiu.