O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou que é «da maior importância, pelo menos, terminar o 12.º ano» de escolaridade, numa intervenção em que se dirigia a alunos apoiados pela Associação dos Empresários pela Inclusão Social (EPIS).

«Aqueles que puderem não deixem de continuar para além do 9ºano. Hoje é da maior importância, pelo menos, terminar o 12.º ano. Se puderem, não deixem de pedir aos vossos pais, obter eventualmente o apoio da própria EPIS, para continuarem os vossos estudos. Como sabem, no futuro, o nosso país vai apostar na escolaridade obrigatória até ao 12.º ano», afirmou Cavaco Silva.

O Presidente referiu-se depois a uma das alunas apoiada pela EPIS que se encontra a estudar na Universidade de Lisboa para afirmar que «o 12.º ano é importante, mas depois há também o acesso à escola de ensino superior, às universalidades, aos politécnicos».

Cavaco Silva falava perante cerca de 50 alunos do projeto «Vocações de Futuro» da EPIS, que recebeu no Palácio de Belém, em Lisboa.

De acordo com a lei, a escolaridade obrigatória termina «com a obtenção do diploma de curso conferente de nível secundário de educação», ou «independentemente da obtenção do diploma de qualquer ciclo ou nível de ensino, no momento do ano escolar em que o aluno perfaça 18 anos de idade».

O Presidente falou da sua própria experiência para dizer aos jovens que «é possível chegar ao topo».

«Eu próprio sou a demonstração disso. Os meus pais apostaram acima de tudo na minha educação. Tinha que percorrer todos os dias 50 quilómetros para ir e voltar para a escola, no 5.º,6.º,7.º,8.º e 9.º ano».

«Infelizmente, não tive mediadores, se tivesse não tinha chumbado um ano, estou certo disso», afirmou, destacando o papel dos mediadores da EPIS que «estabelecem contacto entre a escola, a família e o aluno».

«Vocês estão a obter uma ferramenta essencial para a vossa vida, para o sucesso da vossa vida», disse o Presidente aos jovens que recebeu em Belém para os felicitar pelo seu «sucesso escolar».

Cavaco Silva referiu-se à história da EPIS, cuja formação impulsionou, com uma inspiração vinda do Brasil, sublinhando que parte do pressuposto que «o aproveitamento escolar é fundamental para combater a exclusão social, é fundamental para a igualdade de oportunidades».

Atualmente, a EPIS «passou a uma nova fase», em que também ajuda os jovens que apoia a prepararem-se para um emprego, pondo-os em contacto com empresas, afirmou o Presidente.

Cavaco Silva convidou os jovens para lancharem pastéis de Belém na varanda do Palácio, para onde ficou também prometida uma fotografia de grupo.