Por: Redacção / LS | 23- 1- 2011 22: 39
Cavaco Silva fez o discurso de vitória nas presidenciais no Centro Cultural de Belém, em Lisboa:
«Saúdo os portugueses
que votaram neste acto eleitoral. Votar é cumprimento de dever elementar enquanto cidadãos de uma república. É um dever perante
as gerações vindouras. A todos os portugueses que foram votar é devida palavra de reconhecimento. Os que votaram não se alhearam
do futuro. Saúdo os que decidiram dar-me a confiança do seu voto. Ganhei em todos os distritos de Portugal, incluindo as regiões
autónomas. Os portugueses disseram com clareza quem queriam para presidente. Serei presidente de todos, para mim Portugal
estará sempre primeiro. Três partidos apoiaram a minha candidatura, no pressuposto de que era uma candidatura suprapartidária.
Agradeço o apoio e o entusiasmo. Quero deixar uma palavra aos portugueses que querendo votar não o puderam fazer por razões
burocráticas. A qualidade da nossa democracia também se constrói criando condições para o exercício efectivo para o direito
de voto. Queria agradecer o apoio da minha família, em particular da minha mulher. Sem esse apoio, num caminho feito de décadas,
não estaria hoje aqui a partilhar a alegria imensa de mais uma prova de confiança dos portugueses. Não é tempo de recordar
a forma como os meus adversários tentaram denegrir a minha dignidade. Foram cinco contra um! A forma como deve decorrer uma
campanha não foi respeitada. Os portugueses souberam ver de que lado estava a verdade. E condenaram uma forma de fazer política
que é imprópria de uma democracia adulta e consolidada. Em democracia debatem-se ideias e linhas de acção. Cumpri o que afirmei
ao lançar a candidatura. A minha campanha não recorreu a ataques de natureza pessoal, não me deixei arrastar para uma linguagem
imprópria de um candidato. É uma vitória da verdade sobre a calúnia. Nesta eleição há vencedores e derrotados. Venceram os
que acreditam em Portugal e têm coragem da esperança, os que fizeram campanha a pensar nos portugueses. São vencidos os que
preferem a mentira e as calúnias ao debate de ideias. Foi o povo que democraticamente os derrotou. Uma vez mais o povo não
se deixou enganar. Esta é a noite da vitória da dignidade».
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