"Se há algo que as eleições legislativas nos ensinaram é que os excessos de tacticismo aritmético falham. Pelo contrário, a mobilização da esquerda é que torna possível a alteração do panorama político em Portugal", sustentou.


"Nas eleições presidenciais, da mesma forma, é também quem se posiciona à esquerda sem ambiguidades quem está em melhores condições para uma mudança. Começaram estas eleições presidenciais com a ideia de que Marcelo Rebelo de Sousa ganharia à primeira volta e que o próximo Presidente da República continuaria a ser uma figura de apoio ao PSD e ao CDS-PP, mas essa realidade está a mudar e é cada vez mais provável a existência de uma segunda volta. A candidatura de Marisa Matias e a mobilização da esquerda foi essencial para este processo", advogou.


"A prioridade do Bloco de Esquerda é agora a implementação deste acordo que fizemos com o PS, no qual seja possível concretizar no mais curto período de tempo possível as medidas nele previstas. É necessário que no mais curto de tempo possível sejam revertidas as privatizações dos transportes coletivos, sejam recuperados salários e pensões, que se proceda ao descongelamento das pensões e se abra o processo de aumento do salário mínimo nacional", apontou.