A líder nacional do BE, Catarina Martins, disse na noite de sábado que o Bloco não está "refém de nenhum partido, nem de nenhum Governo", e que vai avaliar primeiro a proposta de Orçamento de Estado (OE) para 2017, para depois definir o seu sentido de voto.

"No momento em que está em preparação o Orçamento de Estado para 2017, o Bloco de Esquerda terá sempre o seu voto determinado pelas condições concretas que o Orçamento de Estado dá às pessoas", sublinhou a dirigente bloquista, num jantar-comício na ilha do Faial, integrado na campanha para as eleições legislativas regionais de 16 de outubro.

Catarina Martins adiantou que se a proposta de OE para o próximo ano, "respeita salários, valoriza pensões, protege o Estado social e tem condições para o emprego", então será isso que "compromete o voto" do BE.

"Não somos reféns de nenhum partido, nem de nenhum Governo", insistiu a líder nacional do Bloco de Esquerda, acrescentando que o seu compromisso "é para com as pessoas".

Segundo explicou, por existir hoje uma "maioria parlamentar diferente" na Assembleia da República não significa que exista "uma subordinação do Bloco a nenhuma agenda do Partido Socialista ou seja a quem for".

"É um acordo negociado dia a dia, para puxar pelas condições de vida de quem trabalha e com a clareza sempre de não ceder no que é fundamental", rematou a dirigente bloquista.