“Trabalhámos afincadamente numa convergência o mais ampla possível que garanta estabilidade à vida das pessoas e permita uma solução de governo para a legislatura. E foi possível.”

E nisto vincou os compromissos previstos na aliança à esquerda, como a recuperação de rendimentos, a reposição de pensões, o alivio fiscal e a cobrança de impostos “a quem nunca pagou e tem sempre ganho nestes anos”.

A bloquista sublinhou que a nova relação de forças na Assembleia da República "corresponde ao desejo de mudança e à esperança no país e na democracia". Uma mudança que não é fruto de "jogos aritméticos" nem de "voluntarismo das bancadas parlamentares", frisou. Neste sentido, rejeitou a ideia de que uma frente de esquerda é um ataque à democracia. Pelo contrário, preferiu falar num "resgate" da própria democracia.

"O que a direita lê hoje como ataque à democracia é de facto o resgate à própria democracia."

"Nunca se viu um Paulo Portas tão cavaquista como no dia em que perdeu o poder", 

"PSD e CDS estão em choque e acham que as outras forças politicas devem apoiá-los contra os compromissos dessas forças políticas. Querem que quem concorreu contra o seu Governo que agora suporte o seu Governo, porque se convenceu que nenhum resultado eleitoral pode alterar alguma coisa."