A opção do Banco de Portugal de capitalizar o Novo Banco com quase dois mil milhões de euros provenientes de títulos de dívida, suportados por  grandes obrigacionistas, nomeadamente investidores qualificados como  bancos ou fundos de investimento, foi bem recebida pelo PSD. 
"É uma decisão que protege os contribuintes, aliás porque vem ser uma decisão dentro do processo BES e, em todo o processo, houve uma preocupação de proteger os contribuintes"

Numa declaração na sede do partido, António Leitão Amaro quis separar as águas entre o caso BES/Novo Banco e Banif, nomeadamente no que toca à atuação do anterior governo PSD/CDS-PP e do atual, do PS, referindo que, no caso do Novo Banco, "é uma decisão do Banco de Portugal e não do atual Governo".

"Esta opção tomada no caso BES, em que os contribuintes são protegidos de injeção de capital contrasta bem com uma decisão recente do governo atual, noutro caso, onde os contribuintes foram chamados a um esforço importante", atirou.

O deputado social-democrata insistiu, ainda, que estas são "duas formas bem contrastantes de resolver uma necessidade de sustentabilidade e estabilidade do sistema financeiro". 

"Neste caso, tal como em agosto de 2014, o caso BES/Novo Banco é um caso em que as perdas não são impostas aos contribuintes, bem diferente da decisão mais recente", voltou a frisar.

Segundo o deputado do PSD, "estas decisões só podiam ser tomadas agora, e não antes", porque vêm na sequência de testes de stress exigidos pelo Banco Central Europeu, cujos resultados só foram conhecidos a 14 de novembro.

"Só agora podia haver uma noção completa das medidas e dos valores necessários e, por isso, só agora é que as medidas podiam ser tomadas. Aliás, é por causa disto que, em agosto de 2014, quando a resolução foi feita, o próprio Banco de Portugal disse que o chamado perímetro dos ativos ficava em aberto, isto é, a decisão estava incompleta e veio a ser completa agora", argumentou.

A decisão do Banco de Portugal já foi  contestada pelos investidores, que a consideram ilegal e admitem recorrer aos tribunais.