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Mais 48 milhões de euros para cantinas sociais

Verba está integrada no Programa de Emergência Social. Governo diz que todas as medidas já estão em marcha

Por: tvi24 / SM    |   2012-04-11 08:20

O Governo aumentou em 48 milhões o valor destinado às cantinas sociais, passando de dois milhões no Orçamento de Estado de 2011 para os atuais 50 milhões, disse à agência Lusa o ministro da Solidariedade e Segurança Social.

O Programa de Emergência Social (PES) foi apresentado em agosto com o objetivo de combater a pobreza e a exclusão social e com atuação em cinco áreas essenciais: famílias, idosos, deficientes, voluntariado e instituições sociais.

Em declarações à Agência Lusa, num primeiro balanço do PES, o ministro Pedro Mota Soares adiantou que, passados seis meses de aplicação do programa, a totalidade das medidas foi colocada em marcha, mas que outras foram surgindo, dando como exemplo a criação das cantinas sociais.

Para esta medida, de acordo com o ministro, o Governo destinou 50 milhões de euros e lembrou que a verba anteriormente prevista no Orçamento de Estado de 2011 era de dois milhões de euros.

O reforço orçamental para esta medida, explicou, visa aumentar a atual resposta de 60 cantinas sociais existentes a nível nacional para 950, distribuídas pelas zonas cujas populações estão a sofrer maiores dificuldades.

«Queremos reforçar de dois para 50 milhões, queremos passar de uma resposta que hoje do ponto de vista nacional é dada em 60 instituições para uma resposta que possa ser dada em 950 instituições», sublinhou Mota Soares.

O ministro frisou que esta é uma verba que não se destina a construir novos equipamentos, mas sim a aproveitar os equipamentos existentes das instituições de solidariedade social.

«Queremos que a partir dos equipamentos sociais existentes e que já dão repostas, estas possam ser aumentadas e facilitadas, nomeadamente para as famílias que têm maiores necessidades», adiantou.

Pedro Mota Soares explicou que a lógica não é tornar esta medida uma «eterna resposta social», esperando que a partir de 2014 seja possível reduzir o número de cantinas sociais disponíveis, com a expetável melhoria da situação económica do país.

O Programa de Emergência Social vigora, pelo menos, até ao final de 2014, vai custar cerca de 630 milhões de euros e estima chegar a perto de três milhões de pessoas.

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