O ex-ministro das Finanças de José Sócrates deixou algumas sugestões de um economista aos deputados do PSD, durante as jornadas parlamentares do partido.

Luís Campos e Cunha destacou a «representação» do voto em branco nas eleições legislativas, que corresponderia a lugares vazios na Assembleia da República.

«Quem votasse em branco funcionaria quase como um partido, como um voto de protesto. O número de deputados seria variável e era possível trazer as pessoas que se resolveram abster para dentro do sistema», justificou.

O economista propôs também que as direcções dos partidos deveriam poder escolher «dois ou três deputados» após as eleições, que não seriam sujeitos ao voto do povo.

E deu um exemplo do que podia ser evitado bem familiar aos presentes: «A liderança do PSD mudou e não está representada no Parlamento. E é importante que o líder da oposição esteja no Parlamento

Campos e Cunha defendeu ainda o «financiamento basicamente público dos partidos», o «fim do sigilo bancário para os partidos» e a «reforma do sistema eleitoral».

O ex-ministro das Finanças também é favorável a que «todos os grandes projectos públicos passem necessariamente pelo Parlamento, sendo avaliados os seus impactos plurianuais».

Aos deputados, o economista deixou ainda um conselho: «É preciso uma governação calma e evitar o frenesim legislativo que temos vindo a assistir. Sem uma governação calma também os mercados não acalmam.»