A vereadora da oposição CDU na Câmara de Nisa (Portalegre) Maria de Fátima Dias queixou-se esta terça-feira de ter sido agredida pela presidente do município, a socialista Idalina Trindade, que refuta a acusação.

Em declarações à agência Lusa, a vereadora da CDU disse que "a agressão ocorreu hoje, no final de uma reunião de câmara”, realizada no auditório da Biblioteca Municipal de Nisa, tendo apresentado queixa na GNR.

Contactado pela Lusa, o oficial de relações públicas do Comando Territorial de Portalegre da GNR, major David Pires, confirmou ter sido apresentada no posto de Nisa, pela vereadora da CDU, uma queixa contra a presidente da câmara municipal.

Confrontada pela Lusa com a queixa, Idalina Trindade, que lidera com maioria o executivo municipal, manifestou-se “triste” com o episódio, acrescentando ter apresentado uma queixa-crime no Ministério Público (MP) contra a vereadora da CDU.

A Lusa contactou os serviços do MP junto do Tribunal da Comarca de Nisa, mas um funcionário disse desconhecer se deu entrada a queixa-crime.

Sim, houve um incidente inusitado. Houve uma 'inventona' fabricada por esta senhora e só pode ter um objetivo: como não conseguem atacar a obra, como não conseguem atacar o trabalho, não conseguem atacar o apoio social, não conseguem atacar os bons resultados nas contas, partiram agora para ataques de caráter à presidente da câmara”, afirmou Idalina Trindade.

A autarca socialista acusou ainda a vereadora da CDU de ter “criado um incidente falso, totalmente fabricado por si e completamente despropositado” com o objetivo de “ascender” à presidência do município.

Houve má-fé e houve um planeamento inusitado para atacar o meu caráter”, acrescentou.

Escusando-se a fazer, para já, mais comentários sobre o episódio, a vereadora comunista Maria de Fátima Dias prometeu esclarecimentos para “mais tarde”.

Idalina Trindade está a cumprir o segundo mandato consecutivo, eleita pelos socialistas, sendo o executivo municipal composto por três eleitos do PS e dois da CDU.