O primeiro-ministro, António Costa, considerou esta quinta-feira que "seria altamente injusto" que fossem aplicadas sanções a Portugal, uma vez que isso seria "punir o resultado de políticas que tão elogiadas foram no passado pela Comissão Europeia".

Na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros extraordinário que hoje decorreu no Palácio da Ajuda, em Lisboa, a propósito dos seis meses do Governo, António Costa foi questionado sobre as eventuais sanções que a Comissão Europeia poderá aplicar a Portugal.

"Quer pela previsão que tem para este ano, quer pelo elogio que fez às políticas seguidas anteriormente, quer pelo facto de toda a conjuntura que o justificou, seria altamente injusto que essas sanções fossem aplicadas a Portugal", disse o primeiro-ministro.

Assegurando que o Governo tem "adotado uma posição construtiva e ativa no quadro da União Europeia na defesa dos interesses do país", o chefe do Executivo considera "injusto vir agora punir o resultado de políticas que tão elogiadas foram no passado pela Comissão Europeia".

António Costa recordou que "a avaliação que a Comissão Europeia fez foi que o Governo anterior, em 2015, não cumpriu as suas metas orçamentais" e por isso não é "justo aplicar a Portugal qualquer sanção", rejeitando que sejam impostos "aos portugueses mais sacrifícios depois dos sacrifícios sofridos durante os últimos quatro anos".

"Seria absolutamente injusto aplicar agora sanções pelo incumprimento do défice o ano passado quando este ano é o primeiro ano em pela primeira vez a Comissão Europeia prevê, mesmo na visão mais cética que tem, que Portugal venha a cumprir os limites do défice excessivo", justificou.

Hoje mesmo o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que será uma "injustiça" a aplicação de eventuais sanções a Portugal por causa do ano de 2015 e assegurou que vai explicar as razões em Berlim no próximo fim de semana.