A coordenadora do BE disse este domingo que o problema das empresas não é a carga fiscal mas as regras que permitem às grandes “uma evasão fiscal consentida”, defendendo que o próximo Orçamento do Estado prossiga com maior justiça fiscal.

Este Orçamento do Estado no que diz respeito às empresas como a tudo o resto deve prosseguir com maior justiça fiscal fazendo com que quem ganha mais pague o que deve e quem ganha menos não seja tão sacrificado”, afirmou Catarina Martins.

A líder do BE foi questionada pelos jornalistas nos Açores, onde esteve este fim de semana na campanha para as eleições regionais do dia 16, sobre as declarações de hoje do primeiro-ministro nas quais afirmou que não está previsto qualquer tipo de aumento de tributação sobre as empresas.

O problema não é a carga fiscal sobre as empresas, o problema é as regras, nós de facto temos regras que permitem às empresas o chamado planeamento fiscal que não é mais nem menos do que uma evasão fiscal consentida, ao mesmo tempo que temos as pequenas empresas a terem obrigações tremendas para as quais muitas vezes não conseguem responder”, argumentou a dirigente bloquista.

Catarina Martins defendeu que se deve “evitar o planeamento fiscal e obrigar os grandes grupos económicos a pagar os impostos que devem pagar em Portugal” e por outro lado considerou que se deve “acabar com obrigações que são grandes demais para as empresas pequenas”.

Não temos um problema da carga fiscal exagerada para as empresas, também não temos um problema da carga fiscal ser muito pequena, temos um problema sim dos grandes grupos económicos não pagarem o que devem, porque termos uma legislação que facilita o planeamento fiscal e é preciso acabar com ela”, frisou.

Ao mesmo tempo, existem “obrigações a mais muitas vezes da burocracia e dos adiantamentos para pequenas empresas que ficam asfixiadas”, prosseguiu.