O independente João Lavinha, antigo diretor do Instituto Nacional Ricardo Jorge, é o numero dois da lista do Bloco de Esquerda às eleições europeias, anunciou a eurodeputada Marisa Matias.

O arqueólogo Cláudio Torres é o terceiro da lista.

No próximo escrutínio, Portugal vai perder um dos seus eurodeputados, passando a eleger apenas 21, devido ao alargamento da União Europeia à Croácia.

A lista do BE é aberta a nomes fora do partido, sendo metade dos candidatos da lista independentes, acontecendo o mesmo com as mulheres.

«A lista do BE é representativa dos setores mais ativos em Portugal», afirmou a eurodeputada, numa conferência de imprensa em Lisboa, referindo-se ao facto de João Lavinha ser especialista em saúde e de a lista integrar também sociólogos, arqueólogos, juristas, professores ou jornalistas.

A lista respeitou ainda, segundo Marisa Matias, um critério de distribuição regional, integrando candidatos oriundos de vários pontos do país.

«Na próxima semana vamos apresentar o mandatário e o programa eleitoral», disse em Lisboa a europedutada.

Em 2009, o Bloco conseguiu eleger três eurodeputados, tendo o terceiro, Rui Tavares, abandonado entretanto a delegação do partido em Bruxelas, tornando-se independente.

Este ano, Portugal vai eleger para o hemiciclo europeu 22 deputados, menos um que há cinco anos, sendo que o último eleito nas europeias de 2009 foi precisamente Rui Tavares.

No hemiciclo europeu, o Bloco integra o grupo político de esquerda GUE/NG - Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica.