Para mostrar onde estão as pessoas que tiveram de emigrar, o Bloco de Esquerda é o primeiro partido português a arrancar a campanha eleitoral fora do país. Paris foi a cidade escolhida, onde os bloquistas vão estar a 21 de setembro. 

Na capital francesa, o partido vai "reunir-se com emigrantes que vêm de toda a Europa, pessoas que nos últimos anos foram obrigadas a sair do país por causa da austeridade”, adiantou à Lusa o diretor de campanha do BE para as eleições legislativas, Ricardo Moreira.

“Queremos mostrar onde é que estão as pessoas que tiveram que sair de Portugal neste êxodo nos últimos quatro anos e mostrar que, para que o país seja viável, é necessário arranjar condições para as pessoas não saírem de Portugal e para estas voltarem”


O Bloco está "concentrado na ideia de que é preciso combater a austeridade em dois pontos”: a denúncia daquilo “que a austeridade está a fazer ao país”, fazendo para isso visitas a hospitais, escolas, serviços públicos cujo funcionamento está em causa ou em risco; e "mostrar bons exemplos e alternativas, o que se faz bem apesar das dificuldades”.

Desde o verão que o partido anda “por todo o país” em ações políticas, sendo “a média nesta fase de pré-campanha de 300 quilómetros por dia, que agora vai acelerar bastante na campanha oficial”.

Ricardo Moreira explicou ainda que a caravana oficial de campanha - que contará com a presença da porta-voz bloquista, Catarina Martins, e dos principais protagonistas nos vários distritos – terá “grandes ações em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Setúbal, Faro ou Aveiro”, havendo ainda a aposta nas regiões autónomas no calendário. “Durante esses dias vamos manter a atividade de vários dirigentes do Bloco noutros locais do país”.

Porque “um deputado do Bloco faz uma enorme diferença”, depois do arranque oficial a 21 de setembro em Paris, a caravana bloquista terá “um mega almoço nacional” em Lisboa no dia 27, domingo, estando o encerramento da campanha, dia 2 de outubro, marcado para o Porto, como tem acontecido nas últimas eleições.

“Não posso garantir que nos próximos tempos será este o mote [fazer a diferença] porque isso tem a ver com a dinâmica da campanha, mas essencialmente essa é a mensagem: é necessário fazer diferente porque até agora este caminho da austeridade tem-nos levado até um buraco de onde não há saída e por isso dar a volta implica fazer diferente”