“Estamos a viver um momento histórico único na nossa democracia: PS, BE e PCP, com maioria parlamentar nesta legislatura, alcançam pela primeira vez um entendimento para criar uma alternativa de suporte a um governo alternativo ao da direita”, escreveu o deputado na sua página do Facebook.

O deputado sublinha que o acordo foi alcançado “sem colocar em causa a identidade de cada partido” e acrescenta que “o objetivo comum é terminar com o ciclo da austeridade e do empobrecimento prosseguido pela direita”.

 

Pedro Soares diz que “os próximos dias serão de intenso combate político”. “Os "velhos do Restelo" vão renascer”, antevê.

 

Leia a publicação do deputado Pedro Soares na íntegra: 

"Estamos a viver um momento histórico único na nossa democracia: PS, BE e PCP, com maioria parlamentar nesta legislatura, alcançam pela primeira vez um entendimento para criar uma alternativa de suporte a um governo alternativo ao da direita.

Sem colocar em causa a identidade programática de cada partido, o objetivo comum é terminar com o ciclo da austeridade e do empobrecimento prosseguido pela direita, defender o Estado social e os serviços públicos, garantir a consolidação das contas públicas assente no crescimento e no emprego, no aumento do rendimento das famílias e criar condições para o investimento público e privado.

Esta nova maioria tem a responsabilidade de promover um modelo económico que valorize os salários, o investimento na educação, na cultura e na ciência e combata a precariedade, com a defesa da participação cidadã e da descentralização.

Os próximos dias serão de intenso combate político. Os "velhos do Restelo" vão renascer. O chumbo do programa do governo do PSD/CDS-PP é a etapa que se avizinha, como condição necessária para o surgimento da alternativa. Cavaco Silva terá de engolir em seco e reconhecer que a correlação de forças mudou no Parlamento e na sociedade. São tempos que nos desafiam."

 O Partido Comunista anunciou, esta sexta-feira, ter chegado a um acordo com o Partido Socialista para a formação de um Governo de iniciativa do PS. O PCP anunciou estarem "reunidas as condições para por fim ao Governo" PSD/CDS-PP.