A porta-voz do BE rejeitou as propostas do PS e da coligação PSD/CDS-PP para a Segurança Social, proposto em alternativa a diversificação das fontes de financiamento do sistema para assegurar a sua sustentabilidade.

"Cortar a TSU [Taxa Social Única] para ter pensões mais baixas no futuro como propõe o PS não é resposta, muito menos é resposta um plafonamento que destrói a Segurança Social", afirmou a porta-voz do BE, Catarina Martins, em declarações aos jornalistas em Faro, depois da entrega das listas do partido às eleições legislativas de 04 de outubro.

Sublinhando que é necessário pensar na sustentabilidade do sistema, Catarina Martins argumentou que a proposta do PS de reduzir a TSU dos trabalhadores provoca dois problemas: aumenta os salários agora, mas provoca a redução das pensões no futuro, além de que diminui desde já as contribuições para a Segurança Social.

Por outro lado, acrescentou, a coligação de direita propõe algo "mais absurdo ou perigoso", ou seja, o plafonamento.

"Em 2007, Marques Mendes mostrou as contas e as contas diziam que para haver plafonamento criava-se um buraco de 9 mil milhões de euros e acaba-se com o fundo de sustentabilidade da Segurança Social", recordou, sublinhando que a proposta do plafonamento "destrói a Segurança Social em Portugal".


Em alternativa a estas propostas, o BE propõe o alargamento das formas de financiamento da Segurança Social e a criação de "uma pequena taxa de menos de 1% sobre o valor acrescentado só das grandes empresas", o que permitiria em quatro anos aumentar em mais de 1.200 milhões de euros a dotação da segurança social, referiu a porta-voz bloquista.

Catarina Martins foi ainda questionada sobre as eleições presidenciais, mas a porta-voz do BE reiterou que o partido está "completamente focado" nas legislativas.

A porta-voz do BE não deixou, contudo, de apontar a aparente "dispersão" do PS nas candidaturas às presidenciais, gracejando que isso mostra que "haverá mais diferenças dentro do PS sobre o perfil de candidato do que diferenças entre programa socialista e o que coligação PSD/CDS tem feito no país".