A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, participou esta segunda-feira na distribuição de um jornal sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2014 da maioria PSD/CDS-PP, alertando os cidadãos para o ataque ao Estado Social.

«É um orçamento que impõe cortes às famílias de 2.200 milhões de euros, 82% do esforço exigido, e apenas 150 milhões aos grandes grupos económicos, 4%», afirmou, à porta do terminal de metro e autocarros do Campo Grande.

Os bloquistas propõem taxas sobre as fortunas e o património de luxo, o controlo público da banca, a renegociação da dívida e a proteção dos salários e das pensões.

«O BE está na rua em todo o país a distribuir o jornal sobre esse orçamento e também sobre as alternativas. Defendemos que é possível tributar menos os salários e as pensões e tributar a riqueza, com taxas sobre as fortunas e os produtos de luxo. É necessário renegociar a dívida para podermos criar emprego em Portugal», continuou a deputada.

Para Catarina Martins, «é preciso consensos em Portugal, mas não sobre aquilo que é minoritário, que é a destruição do Estado Social».

«O BE tem no seu ADN a forma como foi criado, foi a junção de esquerdas para criar uma nova configuração da esquerda, maior. O papel do BE é sempre agregar e nunca dividir. Sempre trabalhámos para grandes uniões à esquerda», afirmou ainda, a respeito da criação de uma nova força política por parte do antigo membro do BE e eurodeputado Rui Tavares, como relata a Lusa.