O movimento Novo Rumo vai recorrer para o Tribunal Constitucional da decisão do Tribunal de Olhão de recusar o pedido de inelegibilidade de 12 candidatos a diferentes órgãos autárquicos do concelho, que requereu na passada semana.

Os independentes alegam que aqueles candidatos, entre os quais figuram o presidente e o vice-presidente da Câmara de Olhão, sendo o último o candidato socialista à presidência da autarquia, possuem ligações a empresas municipais e a outras a privadas mas que têm contratos com a autarquia, o que constitui o fundamento do pedido de impugnação.

«Trata-se de candidatos a órgãos que são, ao mesmo tempo, membros de administrações e sócios-gerentes de empresas que têm contratos em execução com a câmara, o que geraria uma situação de promiscuidade e de falta de transparência», justifica o movimento, em comunicado.

Entre outras, a candidatura autárquica Novo Rumo pretendia ver impugnadas as candidaturas dos cabeças de lista do PS e da CDU à Câmara de Olhão, António Pina e Sebastião Coelho, respetivamente.

Os pedidos de impugnação abrangem também o atual presidente da Câmara de Olhão e candidato do PS à assembleia municipal, Francisco Leal, o candidato socialista à União das Juntas de Freguesia de Fuseta e Moncarapacho, Joaquim Fernandes, e o candidato do PS a Quelfes, Miguel Dimas.

Os requerimentos incluem ainda os nomes de três integrantes das listas do PS à câmara, Gracinda Rendeiro, Carlos Martins e António Camacho dos Santos, bem como de dois candidatos socialistas à assembleia municipal, José Manuel Coelho e Ana Brígida Tavares.

Os últimos nomes na lista dos 12 visados são os de dois membros das listas do PSD à Câmara de Olhão e à assembleia municipal: Luís Ventura Viegas e Luís Salero Viegas.

No mesmo dia em que o movimento entregou no tribunal o pedido de impugnação, na passada segunda-feira, também a candidatura autárquica do PS em Olhão entregou um pedido de impugnação das listas do movimento independente Novo Rumo por suspeitar de problemas na recolha de assinaturas.

A Lusa tentou saber junto da candidatura socialista se o tribunal já se pronunciou sobre o pedido, mas tal não foi possível até ao momento.