Assunção Cristas acusou o Governo de aplicar uma “austeridade encapotada” no setor da Saúde. A líder do CDS foi quem abriu esta quarta-feira o debate quinzenal, no Parlamento.

Na resposta, António Costa rejeitou essa acusação, reiterando que “a despesa aumentou, há mais recursos humanos, mais intervenções nas instalações e nos equipamentos, na produção há um aumento significativo da produção, mais consultas, mais intervenções cirúrgicas”.

Não há mais austeridade no investimento nem pior resultado.”

Mas a líder do CDS insistiu nessa ideia, dando o caso concreto do Hospital de Setúbal cuja urgência “atinge 200% de capacidade” e há “doentes que ficam encostados num corredor com macas atrás de macas".

Assunção Cristas lembrou ainda que “avaliamos as questões de saúde não só pela despesa, mas também pelas horas extra dos profissionais”

"Aumentam as consultas, mas aumenta a espera para as consultas, aumentam as cirurgias, mas aumenta a espera para as cirurgias", acrescentou a presidente do CDS.

"Sabemos que há hospitais em que faltam recursos humanos e faltam intervenções, mas estamos aqui para fazer o que é preciso fazer", respondeu Costa.