A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu, nesta sexta-feira, a capitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD), mas quer saber como vai ser feita e quanto vai custar aos contribuintes.

Quando tive a oportunidade de dizer que somos favoráveis a uma capitalização pública da Caixa, também tive a oportunidade de deixar as perguntas. Quanto é que vai ser? Queremos saber, já tinha ouvido números muito variados desde dois mil milhões até três, até cinco, até mais. Como é que vai ser? É com dívida, com défice”, questionou durante a tomada de posse da Comissão Política Concelhia do CDS-PP do Porto.

"Como cumprimos o défice de este ano se vamos ter de fazer a capitalização da Caixa? Como é que Bruxelas nos vai autorizar sem que isto nos impacte em nada?”, prosseguiu.

Assunção Cristas realçou que estas são “perguntas básicas” às quais o primeiro-ministro, António Costa, não sabe responder, sabendo “apenas dizer” que é preciso capitalizar e aumentar os salários dos gestores.

“Num dia está quase tudo fechado e, no outro, vai haver uma auditoria pela União Europeia”, sustentou.

“Há poucas semanas, em vésperas de um belo debate quinzenal, veio [o primeiro-ministro] com a ideia de 20 mil milhões de euros para um veículo que teria de limpar os bancos. Sobre esse veículo nunca mais nada foi dito, demonstrando uma grande ligeireza a tratar das questões económicas e financeiras.”

A líder centrista considerou que o primeiro-ministro tem um discurso incoerente, criando “desconfiança e inquietude” e demonstrando uma “enorme ligeireza na gestão da coisa pública”.

“O descrédito vai-se aguçando quando perguntamos ao primeiro-ministro quanto é necessário para capitalizar a Caixa e o primeiro-ministro simplesmente não responde”, vincou.

Assunção Cristas realçou que o CDS-PP sempre defendeu uma CGD pública virada para as empresas, para o apoio ao crescimento económico, investimento e muito apoiante das pequenas e médias empresas e não “dos grandes negócios dos amigos que outrora foram feitos”.