A candidata a presidente do CDS-PP Assunção Cristas defendeu esta sexta-feira que o partido, após as experiências governativas ao lado do PSD, deve concorrer separado dos sociais-democratas a futuras eleições legislativas, para "marcar caminho, olhando em frente".

"Tivemos um programa comum para um Governo comum. Se se voltar a colocar esse cenário [eleições legislativas], temos de analisar soluções dentro do atual quadro parlamentar. Se não for dentro do atual quadro, penso que ganham [ambos os partidos, CDS-PP e PSD] em ir separados a eleições legislativas", afirmou, justificando a opção com um "marcar de caminho, olhando em frente".

De acordo com a Lusa, a deputada democrata-cristã falava num almoço-debate com militantes no Instituto Democracia e Liberdade Amaro da Costa, em Lisboa, e admitiu eventuais diálogos com o PS, desde que os socialistas reapareçam com sentido de responsabilidade, "sem lógicas assentes na extrema esquerda", como atualmente, e, de preferência, sem António Costa, "que perdeu as eleições por seis pontos e não se demitiu", na liderança.

"Vamos ter eleições autárquicas em setembro ou outubro de 2017 e regionais nos Açores. Para as legislativas, não temos dia e hora para elas. Temos de estar preparados para, em qualquer momento e contexto, irmos a eleições", continuou, lamentando a instabilidade governativa presente em virtude de o PS contar com o apoio de BE, PCP e PEV no parlamento.

Para Assunção Cristas, o CDS-PP tem "uma posição claríssima", de oposição firme, construtiva", mas "um PS com um primeiro-ministro que chegou desta forma ao poder é com a esquerda que tem de se entender".