O cabeça de lista da coligação PSD/CDS às europeias, Paulo Rangel, desafiou no domingo os socialistas António José Seguro e Francisco Assis a dizerem se consideram melhor para Portugal o líder da Comissão Europeia ser um alemão ou um português.

«Acham que é melhor para Portugal ter à frente da Comissão Europeia um alemão, que é o candidato apoiado pelo Partido Socialista português, ou um português? O que acham que é melhor para Portugal? Esta resposta é que eles têm de dar», afirmou Paulo Rangel, referindo-se ao apoio dado pelo PS à candidatura de Martin Schulz, pelo Partido Socialista Europeu, à presidência da Comissão Europeia.

Em Barcelos, à margem de uma sessão pública com militantes, Rangel instou também o líder do PS e o cabeça de lista deste partido às europeias para esclarecerem publicamente se concordam com a avaliação negativa que os socialistas José Sócrates e Pedro Silva Pereira fizeram à presidência de Durão Barroso na Comissão Europeia.

«Silva Pereira disse que Durão Barroso foi um mau presidente da Comissão Europeia, Sócrates disse que foi medíocre. António José Seguro e Assis estão ou não de acordo com esta qualificação?», questionou.

Rangel refutou ainda as afirmações de Pedro Silva Pereira, que no domingo o acusou de estar a tentar «desviar as atenções do facto de ser o candidato do Governo» e respondeu ao socialista.

«Sou o candidato do atual Governo, não sou candidato do Governo de José Sócrates que nos trouxe à bancarrota», referiu.

Segundo Paulo Rangel, a lista do PS às europeias integra antigos ministros do «Governo do pecado original» (António Guterres) e do «Governo do pecado capital» (José Sócrates).

O candidato sublinhou que a «desgraça orçamental de Portugal começou pelo Governo de António Guterres» e que o Governo liderado por José Sócrates «conduziu Portugal à bancarrota».

«E o líder da lista do PS às Europeias [Francisco Assis] foi líder parlamentar dos governos do pecado original e do pecado capital», ironizou.

Para Rangel, «o que se joga nas eleições europeias é o regresso ou não ao passado».

«Vamos premiar quem errou ou quem corrigiu? Vamos castigar quem errou ou quem corrigiu?», indagou, mostrando-se confiante na vitória nas eleições de 25 de maio.