O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, anunciou hoje ter sido notificado pelo Ministério Público do arquivamento da queixa apresentada pela CDU contra si no caso Selminho.

Entendeu o Ministério Público, após investigação, que não existiu ‘qualquer sinal de proveito pessoal do autarca visado ou de terceiros ou de prejuízos patrimoniais para a autarquia, por não ter sido clarificado que hajam sido violados os deveres de respeito pela legalidade administrativa, que enformam o ‘munus’[conjunto de obrigações] das suas funções, suscetível de pôr em causa o seu desempenho isento e íntegro'"

 Numa nota informativa enviada à Lusa, Rui Moreira diz que, perante o arquivamento, espera agora “um pedido de desculpa” da CDU, mas também do PSD e Bloco de Esquerda, “tendo em conta o aproveitamento político e eleitoral que tentaram fazer com acusações caluniosas” sobre este processo.

As acusações visaram “lesar a minha imagem pública e bom nome, assim como os da minha família”, conclui.

O caso envolvia uma alegada sucessão de ilegalidades e habilidades processuais destinadas a permitir um benefício de milhões à família e a ele próprio.

Entrevistado na TVI, no passado dia 5 de julho, Rui Moreira afirmou que esclareceu "tudo" e que não iria "alinhar com campanhas negras".

A imobiliária Selminho está em litígio com a autarquia há mais de uma década por querer construir num dos terrenos na Escarpa da Arrábida que não é autorizado pelo Plano Diretor Municipal (PDM).  Esses terrenos, soube-se em maio, estão maioritariamente registados em nome da família Rui Moreira e da Câmara do Porto.