O secretário-geral do PS, António José Seguro, comprometeu-se esta quarta-feira a lutar pela igualdade salarial entre homens e mulheres, considerando «intolerável, injusta e imoral» a «enorme discriminação» que ainda existe em Portugal.

«No acordo de concertação social que defendo, este será um dos pontos fundamentais: acabar com a discriminação salarial entre homens e mulheres», referiu.

Falando na Trofa, durante um jantar que reuniu mais de 700 mulheres socialistas do norte, no âmbito da campanha para as primárias do PS, Seguro considerou «intolerável, injusto e imoral» que, quando se está perante o mesmo trabalho, as mesmas funções e o mesmo número de horas, a remuneração seja diferente consoante o género do trabalhador.

«A primeira mudança que é precisa é o respeito pela dignidade dos portugueses, independentemente do seu género», frisou.

O líder socialista disse estar consciente de que, uma vez conhecida a sua proposta, «virá alguém» dizer que a igualdade salarial não será possível, mas manifestou-se convicto de que a conseguirá concretizar se liderar o próximo Governo.

«Vamos torná-la possível», assegurou.

António José Seguro lembrou que foi sob a sua liderança que o PS se tornou no «primeiro grande partido português» a apresentar uma lista completamente paritária a umas eleições, concretamente as europeias.

Em relação às primárias do PS, que vão eleger o candidato socialista a primeiro-ministro, Seguro voltou a atacar o seu adversário, António Costa, acusando-o de «dizer uma coisa num programa de comentário político e outra completamente diferente quando chega à sede do partido».

«Alguém pode ter confiança», questionou.

Prometeu que, se for eleito para a chefia do Governo, «porá Portugal nos eixos», construindo «um país justo, onde todos se preocupam com todos, que não deixa nenhum português na traseira da vida, que não deixa ninguém ficar para trás».

Quanto às críticas à sua proposta de revisão da lei eleitoral, com a redução do número de deputados, Seguro garantiu que ela respeita todos os partidos, independentemente da sua representação parlamentar.

«Se há alguma consequência para os pequenos partidos é a garantia do respeito pela proporcionalidade. Não arranjem desculpas, temos de fazer esta alteração da lei eleitoral», defendeu.