O secretário-geral do Partido Socialista português, António José Seguro, expressou hoje o seu «profundo pesar» pela morte de Nelson Mandela, que recorda como «um homem raro».

«É com profundo pesar e com muita tristeza que recebo a notícia do falecimento de Nelson Mandela. Um exemplo para todos nós, um homem que demonstrou que tudo é impossível até que seja feito», referiu António José Seguro à saída de uma reunião com empresários, em Leiria.

O secretário-geral do Partido Socialista português sublinhou que «os que choram Nelson Mandela não são apenas os sul-africanos que ele uniu, que pacificou».

«Somos todos, um povo inteiro, que acredita nos ideais da Justiça, da paz e da dignidade humana, que choram um homem que lutou uma vida inteira», acrescentou o socialista.

António José Seguro lembrou ainda os anos que Nelson Mandela esteve preso e que «lutou pacificamente por um ideal, que no fundo é o essencial da vida humana». Ou seja, «a dignidade de cada mulher e homem, independentemente da sua cor, das suas opções ou das suas origens».

O secretário-geral do PS revelou que já enviou as condolências para a embaixada da África do Sul. «Quero fazê-lo a todo o povo, à sua mulher, Graça Machel, e ao presidente, Jacob Zuma», referiu.

Para António José Seguro, o Homem Nelson Mandela «vai perdurar», porque «o seu exemplo de vida, de luta pacífica pelos seus valores, estão na nossa memória e continuarão».

Fonte do PS disse à Lusa que a bandeira do partido já está a meia haste na sede nacional dos socialistas, no Largo do Rato, em Lisboa.

A morte de Nelson Mandela, aos 95 anos, foi anunciada pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, numa comunicação televisiva.

Líder da luta contra o "apartheid", Nelson Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999.